(via iogurtecomaids)
(via iogurtecomaids)
Adoro casas, adoro cantos e adoro decoração.
Daí deu vontade de começar a fotografar as casas, os cantos e a decoração dos meus amigos, da minha família. Como sou eclética tenho perto de mim pessoas dos mais variados interesses e gostos. Uma torre de Babel moderna.
O bom mesmo da experiência foi descobrir detalhes que contam, sem esforço, o estilo de cada um. Uma delícia de passeio.
TUDO SOBRE O ESTILO Carla Raimondi - Diretora Criativa da revista Estilo
A vida da Carla é rock’n’roll. Trabalha diariamente com as mulheres mais lindas do Brasil. Grazis, Julianas e Carolinas já foram fotografadas para a revista Estilo.E quer saber? Carla faz com que elas fiquem ainda mais impressionantes. Um abuso para nossos olhos.
Dai deu vontade de saber como uma profissional detalhista, persistente e muito gentil é na intimidade.
Parece simples mas foi “milimetricamente” pensado.
Tem a infância, a religiosidade, as sobreposições, as estampas e as texturas delicadas.
Cores e a ausência delas.
Para cada canto uma atenção. Uma recordação.
Carla mora em São Paulo. Seu lugar escolhido é no bairro dos Jardins.
Seu espaço é um apartamento com grandes janelas, arquitetura reta, simplificada e ampla. O piso de tacos de madeira antigos deixa tudo ainda mais gráfico.
Na moda o primeiro desejo vai para peças leves com couro, acessórios modernos x retrô.
No estilo da Carla não tem espaço para a monotonia.
Apesar de separadas pelo tempo, Miuccia Prada e Elsa Schiaparelli - ambas italianas, ambas feministas - compartilham afinidades marcantes em termos de design e manifestos de moda.

Elza Schiaparelli - http://www.schiaparelli.com/

Miucca Prada http://www.prada.com/
O “encontro” acontecerá a partir do dia 10 de maio até 19 de agôsto no Metropolitan Museum de Art / NY (www.metmuseum.org/) e reúne 90 roupas e acessórios de Schiaparelli (1890-1973) e Miucca Prada divididos em sete galerias temáticas:
Da cintura para cima / Da cintura para baixo” expõe o trabalho decorativo de Schiaparelli, enquanto mostra o foco da Prada abaixo da cintura, como uma expressão simbólica da modernidade e feminilidade. Os acessórios desta seção mostram o jogo entre ”pescoço para cima” com chapéus de Schiaparelli X ” joelhos para baixo” com os calçados Prada.

“Ugly Chic”revela como as mulheres subvertem os ideais de beleza e glamour, jogando com bom e com o mau gosto através da cor, estampas e tecidos.

“Hard Chic” Mostra a influência de uniformes e da moda masculina para promover uma estética minimalista.

“Naif Chic” apresenta a adoção de detalhes ultrafemininos para subverter a austeridade da moda.

“The Classical Body” explora envolvimento das estilistas com os séculos XVIII e XIX.

“The Exotic Body” mostra a influência de culturas orientais através de tecidos como lamê, e silhuetas, como saris e cangas.

“The Surreal Body” a galeria final ilustra como estas duas mulheres afetaram as imagens da moda contemporânea com seus exageros, experiências e inspiração na arte.


E ainda o tem o livro

Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Linhas (Publicado com o Instagram)
Foi tudo tão rápido (Publicado com o Instagram)
ALÉM DAS TENDÊNCIAS
Reportagem Amanda Nagano
Há inúmeras razões para se vestir de Gilda Midani.
Sofisticada, moderna, a carioca que já foi figurinista, fotógrafa, produtora executiva e autora de capas de discos começou sua carreira de estilista produzindo camisetas no quintal de sua casa em Los Angeles.
O que ela queria? Ser chique com um ar desencanado, ir do trabalho à festa sem perder a sensação de liberdade e viver como se estive de pijama 24h. Daí, surge uma moda feita com matéria prima 100% natural, com formas extra/extra confortáveis e estampas exclusivas criadas a partir de suas fotos.
Para ela não existem coleções antigas, porque todas as peças se transformam e ganham cara nova quando tingidas de cinza. É a esperta coleção “Recicollection”.
Personalidade é o que se espera das consumidoras Gilda Midani. Porque ela não segue tendências. Ela é tendência.
Quem veste GM. - Julia Lemmertz, Adriana Calcanhoto, Cléo Pires, Gloria Kalil, Jussara Romão.
Curiosa? Então confira:
Nós perguntamos. Gilda respondeu.
- Como acontece o processo criativo?
Criativamente caótica. Surge normalmente de algo que a coleção anterior não conseguiu incluir. Pode surgir também de alguma imagem ou textura. Ou tudo isso ao mesmo tempo.
- Como é feito o tratamento no tecido para que ele fique tão confortável?
Priorizamos a escolha de tecidos 100% naturais (algodão, linho, seda, bambu). Os modelos também têm a intenção de proporcionar uma sensação de leveza. Testamos a roupa no dia a dia, com a intenção de entender as necessidades de nossos clientes.
- São utilizados métodos de estamparia manual ou digital? Como é realizado o processo de estamparia com suas fotografias?
Ambas as técnicas são usadas, mas focamos principalmente no tingimento artesanal chamado batik, no qual as cores são fixadas por sua secagem ao sol e assim as peças nunca são exatamente iguais umas às outras.
Em relação às fotos usadas em estampas, tudo depende do conceito adotado em cada coleção. Todas as imagens utilizadas para estampa têm um significado forte para a marca, e quando são fotográficas, são sim impressas em digital.
- O tingimento é conseguido organicamente, com frutas, plantas, chá, semente… Ou com corante?
Tudo depende dos tons que queremos alcançar. A partir de misturas e testes, interpretamos os resultados em magníficas cores e texturas únicas. Usamos, sim, pigmentos naturais como índigo, pau ferro etc. O batik, porém, exige pigmento para tingimento a frio, estes não são ainda orgânicos.
- Sobre a produção ser toda feita no Brasil, qual a importância disso pra marca?
Nosso produto tem de ser supervisionado em todas as fases do processo, e o processo que nos interessa é o de tentativas, erros, surpresas… E pra isso precisamos estar com ele debaixo da nossa asa. Mas tecnologia não é nossa preocupação - ao contrário, nossa busca é por processos, os mais eternos e primitivos.
- A “Recicollection” é feita no final de toda coleção?
Quando a coleção se presta a uma reciclagem cromática.
Onde encontrar: www.gildamidani.com
Chico Baldini
Ele é responsável pelas ótimas ilustrações que embalam as fotos feitas pela agência Way Models para divulgar seus modelos.
Aqui um pouco mais do trabalho do gaúcho Chico.
Joost Vandeburg 3
Joost Vandebrug
Nas minhas andanças pela internet, na cata de novas “olhares”, descobri o trabalho deste fotógrafo e cineasta holandês.
O que me chamou atenção nestes trabalhos foram os registros feitos com diferentes luzes e cortes/recortes ” nervosos” como se a câmera fosse nossos olhos.
Adoro a naturalidade e a sensação que fazemos parte do momento filmado.
Dinâmico, inspirador.
Fica aqui a dica:
Para se manter atualizada não é preciso “andar” por lugares ou viver situações que não combinam com você.
Conheça o mundo através da arte.
Joost Vandebrug 2
Todo mundo tem uma peça clássica para chamar de sua.
Minha paixão sempre foram as camisas. Tenho muitas no meu guarda-roupa. De todas as cores, estampas e modelos.
E você? Qual é o seu clássico do coração? A peça que você combina com tudo e usa a qualquer hora.
Fizemos uma listinha básica com as peças que toda mulher deve ter - e o melhor, demos várias dicas de como usá-las no outono/inverno com muito estilo.
Reportagem Laís Akie
Camisa
Um clássico do nosso guarda-roupa que pode ser usado de várias maneiras diferentes.
Nossas dicas:
.Se você não tem uma camisa, não tem problema. De novo, corra ao armário masculino mais próximo e “empreste” uma de lá. Use com uma parte de baixo bem feminina, como uma saia ou calça estampada.
.Outra ideia prática para os dias mais frequinhos é usá-la por baixo de um vestido estruturado, com a gola da camisa levantada para ficar bem aparente.
.Você também pode usar a camisa dando um nó nas pontas, em vez de abotoá-la até o final. Combine com uma saia longa ou por cima de um vestido.
.Um truque simples para mudar o visual é deixar a camisa aberta, mas colocá-la por dentro da calça. Você pode usar um top de renda por baixo ou acrescentar um colar marcante ao look.
Agora, se você quer investir na peça, procure uma camisa de seda. É chique, atemporal e pode ser usada a qualquer hora!
Blazer
O blazer, diferente do que muitas imaginam, pode ser usado de forma bem informal e inesperada.
Aqui algumas das nossas dicas:
.Substitua a jaqueta por um blazer, no combo jeans e camiseta, deixando a produção menos despojada.
.Quebre a austeridade da peça com um truque facílimo: vire a lapela do blazer! É uma dica de produção simples, mas que muda completamente o visual.
.Inove o look de um terno arregaçando as mangas do blazer e deixando as mangas da camisa, também enroladas, à mostra. Mas cuidado, isso vale somente nos dias em que você não tiver compromissos importantes, como reunião com seu chefe ou encontro com algum cliente!
.Aposte numa produção completa, com camisa e gravata. Se a gravata não lhe agradar, substitua-a por um colar, usado por cima do colarinho da camisa (fechada).
.Assalte o guarda-roupa do seu namorado e use um blazer dele por cima de um vestido curto e saltos altos. Ele vai adorar!